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Ter

28

Nov

Projeto Promover e Integrar dá continuidade às ações sobre sexualidade
Saúde
Escrito por Paulo Jorge F. Marques   
Projeto Promover e Integrar dá continuidade às ações sobre sexualidade
HIVS e outras doenças sexualmente transmissíveis foram o ponto de partida para a ação de sensibilização junto dos alunos do ensino secundário, promovida pelo Projeto Promover e Integrar do CLDS 3G, em parceria com o Município de Proença-a-Nova e Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova.
Esta ação, que decorreu ao longo do dia 24 de novembro, veio ao encontro do resultado da ação de sensibilização "Educar para a Sexualidade", que aconteceu no mês de julho dirigida a pais e educadores, que revelaram ser um tema de difícil abordagem na maior parte dos casos e os jovens iniciam a sua vida sexual cada vez mais cedo, sendo por isso muito importante que tenham conhecimentos adequados, para que não haja consequências negativas. Apesar de já existir muita informação sobre métodos contracetivos e doenças sexualmente transmissíveis, a realidade mostra que ainda existem muitos tabus sobre esta temática.
Sérgio Luís, da Abraço, foi o convidado da sessão da passada sexta feira que decorreu na Escola Pedro da Fonseca, que teve como ponto de partida a SIDA, mas o objetivo desta sessão não foi "ser um sermão, uma palestra; a ideia é dar a palavra aos adolescentes e responder às dúvidas e questões sobre o vírus da sida, mas também sobre outras doenças que estão ligadas ao sexo", começou por explicar Sérgio Luís.
A ação começou com um pequeno contexto sobre o HIVS: H, que afeta os humanos, I que debilita o sistema imunitário, V que corresponde a vírus e S que diz respeito ao plural que dá a ideia de muitos. O convidado da Abraço alertou para o modo silencioso com que esta doença se transmite já que pode afetar qualquer um e que entre o dia da transferência, ou seja, o dia da entrada do vírus no nosso corpo, até este se manifestar demora atualmente cerca de 15 anos. Assim, como Sérgio Luís explicou: "as ações que vocês têm hoje, enquanto adolescentes, por pensar que só acontece aos outros e não se devem preocupar, têm um desfecho aos 30 anos, e é preciso acontecer algo de tão devastador como ser portador desta doença para nos apercebemos que afinal somos todos iguais. Pior do que isto, é ao longo desses anos todos infetarmos outras pessoas pelo caminho". Este "despertar de consciência" para uma realidade que não é assim "tão ilusória" ou para um problema que "não acontece só aos outros" foi conseguido por Sérgio Luís que abriu espaço para os alunos intervirem com as suas questões.
Inserida no Eixo II - Intervenção Familiar e Parental, esta ação está incluída no objetivo da dinamização de um espaço mediação, orientação e aconselhamento familiar.

 

 

 

 
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