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Os municípios, as empresas e o desenvolvimento do Interior
Economia e Negócios
Os municípios, as empresas e o desenvolvimento do Interior
A propósito da realização das Jornadas de Manutenção Industrial organizadas pela Celtejo, em Vila Velha de Ródão, no dia 23 de abril, e que se pautaram por um grande sucesso, tanto pelas temáticas abordadas como pela elevada participação de empresas e de colaboradores da entidade organizadora, a presença do município de Vila Velha de Ródão, a convite de Carlos Coelho, Diretor desta unidade industrial, constituiu a oportunidade para que Luís Pereira, o presidente do município, reiterasse a confiança nas empresas instaladas no concelho e exprimisse a convicção de que a resolução dos problemas que afetam todo o Interior e os territórios de Baixa Densidade reside, sobretudo, na capacidade das empresas em criar riqueza e valorizar os recursos endógenos disponíveis. Às autarquias competirá dar corpo à capacidade para definir e implementar estratégias de articulação com a comunidade empresarial, no sentido de ajudar a ultrapassar os principais constrangimentos que dificultam a concretização dos projetos desses investidores.
Na sua intervenção de encerramento das Jornadas, o presidente da autarquia assinalou: "o ambiente de confiança e de otimismo que se respira na empresa, revelador de uma planificação e "energia renovadora", capazes de antecipar problemas e de cumprir objectivos cada vez mais exigentes. Os resultados divulgados assinalam este percurso e revelam um aumento significativo da produção, associado à redução dos custos de operação e ao reforço da internacionalização. Constatar esta dinâmica numa empresa com 44 anos, que conviveu com problemas estruturais assinaláveis, constitui um caso único a nível nacional e que muito orgulha Vila Velha de Ródão".
Destacou ainda a política de responsabilidade social, inovadora, que a empresa assume e desenvolve e que se reflete naquilo que Luís Pereira qualificou como: "triângulo social virtuoso", com impacto positivo nas relações laborais, aumentando significativamente os índices de motivação dos colaboradores; no relacionamento de proximidade com a sociedade, apoiando as associações, estando presente nas suas iniciativas e acompanhando a sua dinâmica; e nas questões de natureza ambiental, prestando uma crescente atenção à resolução dos aspetos que mais impacto têm junto da comunidade local. Esta componente, a mais complexa e aquela que maior influência revela na rotina dos cidadãos e na sua qualidade de vida, exigem uma ação concertada e um compromisso de investimento, de monitorização e minimização permanentes.
A forma de estar da empresa faz com que esta se assuma como parcela integrante do concelho, corporizando uma significativa mais-valia para todos os munícipes e as suas organizações da sociedade civil.
Este será o modelo de cooperação e desenvolvimento que o município ambiciona fomentar e reforçar no seu relacionamento com o tecido empresarial concelhio, apoiando as empresas instaladas e proporcionando condições para que novas unidades e novos projetos de empreendedorismo se fixem no concelho, trabalhando em articulação com o tecido empresarial já instalado e apostando na formação dos seus colaboradores como mola impulsionadora da competitividade.
Será esta, cada vez mais, a matriz da construção dos municípios do século XXI.
 
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