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14

Fev

EUROPA SOB A INTEMPÉRIE
Opinião
EUROPA SOB A INTEMPÉRIE

A Europa está debaixo duma intempérie violenta com tempestades sucessivas que tem atingido proporções de catástrofe com fenómenos que não se registavam há séculos.
Serão estes fenómenos fruto das mudanças climáticas consideradas a maior ameaça ambiental do século XXI, com consequências profundas e transversais a várias áreas da sociedade: económica, social e ambiental.
Esta é uma questão que extranacional que nos afecta a todos nós, sem excepção: cidadãos comuns, empresas, governos, economias e, mais importante de todos, a natureza.
Mudanças climáticas sempre foram registadas ao longo dos milhares de anos que o planeta Terra tem. O problema prende-se com o facto de, no último século, o ritmo entre estas variações climáticas ter sofrido uma forte aceleração e a tendência é que tome proporções inimagináveis se não forem tomadas medidas.
A ocorrência de ondas de calor e secas são fenómenos cada vez mais frequentes, e as consequentes perdas agrícolas representam uma ameaça real para as economias mundiais.
Na opinião de muitos especialistas estas mudanças são o resultado dos gases de efeito estufa, cujas emissões tem aumentado consideravelmente, o O CO2 (dióxido de carbono) é o principal gás negativo desses designados de efeito estufa, e são consequência directa do uso/queima de combustíveis fósseis como o carvão, o petróleo e o gás para a produção de energia.
Torna-se obrigatório reduzir as emissões deste tipo de gases, eliminando, progressivamente, o uso massivo dos combustíveis fósseis, substituindo-os pelas energias renováveis, fomentando a poupança de energia e eficiência energética.
A actividade humana foi apontada, em 2007, por cientistas especializados nesta área e reunidos sob o Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas, como sendo a principal causa destas mudanças do clima.
Os governos e os cidadãos de muitas nações especialmente as sociedades ocidentais tem mantido uma atitude indiferente perante este grave problema ambiental, corremos o risco de sermos expostos a eventos climáticos extremos e imprevisíveis (como os que têm vindo a ser noticiados nos últimos tempos) e com efeitos nefastos para todo o mundo!
A temperatura, no século passado, registou um acréscimo de 0,76ºC. A previsão é que no presente suba entre 1,1 a 6,4ºC, dependendo das medidas mitigadoras que sejam encetadas.
Este aumento da temperatura média tida como normal em mais 2ºC pode desencadear danos irreversíveis na natureza e na vida ameaçando o próprio ser humano. A responsabilidade é de todos por isso as mudanças de atitude e de paradigma de desenvolvimento é uma tarefa de todas as sociedades.

Victor Bairrada

 

 
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