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10

Abr

Pais continuam a procurar o filho em toda a parte
Ocorrências
António José Cardoso, de Maxiais, continua desaparecido

 

Pais continuam a procurar o filho em toda a parte

 

 

 

Encontra-se ainda desaparecido António José Cardoso, natural de Espinho Pequeno, mas residente em Maxias, Castelo Branco. Relembra-se que no dia 6 de Janeiro, o rapaz de 40 anos saiu da casa dos pais, em Maxiais, para Castelo Branco e nunca mais regressou a casa. Na segunda-feira, 7, comunicaram o desaparecimento do filho às autoridades. Na quarta-feira seguinte, a viatura que conduzia era encontrada junto à ponte de Vila Velha para Nisa. Dependurado nas grades estava o casaco. Na carrinha estava o telemóvel e a carteira. Nas semanas seguintes a GNR, equipas cinotécnicas e bombeiros bateram as margens da barragem, mas nada encontraram. Mergulhadores passaram a pente fino o fundo do rio desde a ponte às Portas de Ródão. Nada encontraram igualmente.

 

Os pais continuam à procura do filho, encetando diversas acções. Colocaram, pessoalmente, cartazes, em diversas localidades, até do norte alentejano; avisaram os pescadores da Barragem do Fratel para estarem atentos. António de Jesus Dias, o pai, diz que os pescadores destacam que se o filho estivesse no rio o corpo já tinha aparecido, o que de certa forma é motivo de alívio, embora não retire a agonia de não saber se António José está morto ou vivo. O pai continua a ir a Vila Velha saber novas junto dos pescadores, que até agora nada encontraram mas continuam alerta.

 

A mãe Maria do Carmo coloca a hipótese do filho ter sido raptado e mantido em cativeiro em qualquer lugar, por exemplo a praticar trabalho forçado. Assim, alertaram a GNR de Nisa para fazer uma vistoria junto da etnia cigana da zona, para vislumbrar alguma pista de rapto. A progenitora fala também de um possível rapto para retirar órgãos. Conta que, como o filho atravessa uma depressão nervosa, tendo diversas recaídas que o deixam sonolento e sem reacção, podia ter sido alvo fácil de raptores.

O pais chegaram a alugar um barco e vasculharam as portas de Ródão; também bateram as margens e nada encontraram, nem corpo, nem roupa ou outro indício. Também já estiveram na central eléctrica da barragem do Fratel, junto ao paredão, onde se acumula a boiar, todo o lixo que vem no rio. Nada viram ali. Os funcionários da central continuam atentos a tudo o que ali aflui vindo nas águas.

 

O pai diz que se o filho estiver vivo, como tem sobrevivido sem comida e dinheiro.

Os progenitores vivem momentos difíceis, com muito sofrimento no coração. Em casa, o telemóvel, o quarto, entre outros, fazem lembrar o filho. A mãe diz que chora pouco, a sua dor é interior. "Choro pouco, mas às vezes grito alto", conta, sublinhando que "ainda estamos à procura dele".

 

No domingo em que desapareceu, a mãe ligou-lhe às três da manhã de segunda feira. Ainda atendeu. Disse que estava longe e logo telefonava. Na terça feira ainda falaram com ele. Disse que estava em Vila Velha. Terça feira à tarde, depois da chamada, o pai parte para Vila Velha. Bateu todos os cantos e recantos, mas não o viu nem a ele nem à viatura. Num supermercado disseram-lhe que entrou lá , comprou uma garrafa de água e saiu, pouco falou. Terça-feira ainda atendeu o telefone. Disse que estava em Vila Velha, tinha frio, estava bem e prometeu voltar para casa. Mas não voltou. A mãe diz que nos ultimas semanas tem recebido chamadas estranhas. Uma das vezes ligara , ela atendeu, mas ninguém falou.

 

 

Os pais contam que, no início do verão do ano passado, António José deparou com um problema urológico, a nível da bexiga. Foi consultado por um médico particular em Castelo Branco que lhe receitou um medicamento. Logo que começou a tomar os comprimidos, apresentou sintomas de sonolência, falar pouco, adormecimento e não conhecia as pessoas. Maria do Carmo diz que até então o filho era saudável, calmo, alegre e sem depressões. Mas a partir do momento em que tomou os comprimidos tudo mudou. Assim, realça que o estado de sonolência que passou a ter, se deve aos efeitos secundários do medicamento. Logo que depararam com estes sintomas, em que o filho "estava quase morto" chamaram o INEM. Ficou uma noite no Amato Lusitano. Quando o foram buscar, os pais reparam eu não vinha bom. Apresentava fadiga, sonolência e olhos tristes. Passado algum tempo foi a uma consulta de psiquiatria, onde a médica diagnosticou-lhe uma depressão nervosa grave. Esteve internado duas semanas no Amato Lusitano. Passado uma mês de estar em casa voltou a ter os mesmos sintomas: sonolência e apatia. Durante três dias não comeu nem bebeu. A mãe lamenta o facto dos médicos numa terem admitido que o ter tomado aqueles medicamento para a bexiga o tivessem deixado naquele estado. Mas os pais acreditam que o medicamente foi dado erradamente.

 

 

 

 
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