Primeira Página Jornal Política É necessário revitalizar o espaço rural através de iniciativas diferenciadoras”
 

Seg

13

Ago

É necessário revitalizar o espaço rural através de iniciativas diferenciadoras”

 O Presidente da Câmara Municipal de Oleiros, José Marques realça que a Feira do Pinhal é um evento já consolidado que assume um papel importante para a dinamização socioeconómica da região, tendo como pano de fundo a floresta e o espaço rural.

 

 

"No nosso entender, para garantir uma eficaz equidade territorial, é necessário revitalizar o espaço rural através de iniciativas diferenciadoras que tornem os territórios mais competitivos", referiu, frisando que a manutenção da atividade agrícola em zonas desfavorecidas, assim como a existência de mecanismos que garantam o escoamento de excedentes agrícolas, podem representar um acréscimo de rendimento, importante para estas famílias.

 

Por outro lado, sublinha que com este tipo de medidas, aproveitando os recursos agrícolas disponíveis, diminui-se a quantidade de bens essenciais importados, ao mesmo tempo que se reduz a nossa dependência do exterior.

 

Para o autarca, a falta de atenção dada ao interior tem levado a uma perda de ativos e potencialidades que não podemos desperdiçar. "Nesse sentido, e eventual encerramento de serviços, vitais para as gentes do interior, ode trazer danos irreversíveis e comprometer seriamente a sua sobrevivência".

 

Assim, adianta que é altura de olhar para estes territórios com justiça e visão estratégica de longo prazo. "É urgente reverter o desequilíbrio que se verifica no país, se queremos aproveitar as muitas oportunidades existentes no interior. Estes são territórios genuínos que têm muito para dar. Entendemos por fundamental o empenho governamental ao nível da gestão e reestruturação do espaço rural".

 

O município tem apostado na valorização dos ativos existentes no território, com iniciativas que pretendem atrair visitantes, residentes e investidores, "os quais considero fundamentais para viabilizar um futuro sustentável. TTem havido a preocupação de dotar este concelho com infraestruturas e equipamentos de excelência que permitam uma maior atratividade territorial".

 

José Marques frisa ainda que a "nossa aposta prende-se com a atração de pessoas a este concelho. Aproveitando as potencialidades da região, o turismo apresenta-se como um eixo de desenvolvimento importante. Do mesmo modo e pretendendo fixar população, a questão da qualidade de vida, garantindo o bem-estar das gerações atuais e vindouras, tem para nós uma importância crucial".

 

É deste modo que a Feira do Pinhal, ao voltar todas as atenções para oleiros, representa uma oportunidade de excelência para afirmar todo o potencial concelhio.

Este é entendido como um evento consolidado, de qualidade reconhecida e dimensão apreciável, que possui significa notoriedade a nível nacional, motivando anualmente a vinda de milhares de visitantes, referiu ainda o edil.

 

Floresta e a agricultura podem ajudar o país a sair da situação de crise

 

Para esse facto, diz que contribui a qualidade e diversidade de expositores, com grande destaque para os empresários locais e nacionais que trazem o melhor do mundo rural a oleiros nestes dias.

"Este é ainda um certame com forte aposta na cultura e promoção da identidade concelhia. Este é sem dúvida um acontecimento estimulante para toda a região do Pinhal(em particular para os oleirenses), assim como para todo o interior de Portugal e acima de tudo para os defensores do mundo rural", conclui.

O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque referiu que é necessária a valorização do território, destacando que a floresta e a agricultura podem ajudar o país a sair da situação de crise. Realçou que 12 por cento do emprego nacional reside no setor agroflorestal.

 

Disse ainda que é importante apostar na formação de novos agricultores. "Para este governo a floresta e a agricultura são fundamentais", disse lamentando e êxodo rural e o envelhecimento da população.

Sobre a agricultura disse que além de produzir alimentos, ajuda a economia, no sentido de Portugal produzir aquilo que consome. Combater o abandono da agricultura e outro objetivo.

O objetivo é chegar a 2020 com alguma autossuficiência a nível de produção agrícola. Mas frisou que isto só se consegue produzindo em todo o território.

Falou ainda da necessidade da concentração da oferta, embora considere que algo tem sido feito no sentido de trabalhar em conjunto. Assim, é necessário haver organizações para produzir, que sejam sólidas e maiores.

 

 
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