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Ter

31

Mai

Candidatos do PSD reuniram com a administração do HAL e visitaram mercado do Fundão
Política
Escrito por Pedro Lopes   
Candidatos do PSD reuniram com a administração do HAL e visitaram mercado do Fundão


"Se alguém confia no engenheiro Sócrates é porque anda muito distraído"


A seis dias das eleições legislativas de 5 de Junho, o cabeça de lista do PSD pelo círculo de Castelo Branco está satisfeito com a reacção das pessoas que tem vindo a encontrar ao longo da campanha.

"Estamos a encontrar uma reacção na rua que não diz o que as sondagens têm expressado. E portanto, mantenho muito a esperança de que aquilo que ouvimos todos os dias quando falamos com as pessoas que seja mais real do que as sondagens", refere Carlos Costa Neves, durante uma visita realizada segunda-feira, ao mercado semanal do Fundão.

"As pessoas ficam quase ofendidas quando perguntamos se vão votar no engenheiro Sócrates e dizem imediatamente não. E quando explicamos o actual contexto político e a necessidade de mudança, uma mudança que dê garantias de podermos voltar a ter esperança no futuro do País, as pessoas aceitam bem a mensagem e os nossos argumentos essenciais para defender esse futuro. Portanto, há aqui um certo desencontro entre os ditos empates técnicos e a mensagem muito clara da rua", conclui o social-democrata.

Contudo, Carlos Costa Neves diz que os indecisos são sempre a chave nos resultados eleitorais. "Há uma margem de 10 a 15 por cento de eleitores que flutuam consoante aquilo que pensam no momento ser o mais adequado e que vão ter uma influência importantes nas eleições", refere o candidato do PSD, que no entanto, reforça a ideia de que a mensagem essencial dos social-democratas, de uma efectiva mudança e de dar resposta para que a economia volte a funcionar, "desta vez a alternativa é mais clara do que nunca. E a tudo isto, acrescento uma pessoa que merece confiança. Se alguém confia no engenheiro Sócrates é porque realmente anda muito distraído em relação ao que se passa e ao que se passou no País", sublinha.


HAL é vítima de uma indefinição política

Os candidatos social-democratas estiveram também no Hospital Amato Lusitano de Castelo Branco (HAL).

E sobre a visita efectuada ao hospital albicastrense, Carlos Costa Neves faz questão de sublinhar que o PSD dá muita importância ao sector da saúde "porque temos a noção da importância que o sector tem para a vida do dia-a-dia das pessoas e para a sua qualidade de vida. A nossa visita enquadra-se nessa convicção de que temos de assegurar boas respostas na área da saúde", diz.

Em relação ao HAL, Costa Neves refere que é também ele, "vítima de uma indefinição política" que se vem mantendo ao longo dos anos.

"O Partido Socialista nunca conseguiu ter uma directriz em relação ao sector. Ora junta, ora separa, ora tem esta, ora tem aquela gestão. Ao longo destes últimos seis anos, a barafunda tem sido total. Para nós é muito claro que tem de haver uma boa articulação entre as unidades de saúde mais próximas da população, que tem de haver médicos de família, que a entrada no sector não pode ser o banco de urgência, mas o médico de família", refere.

E, no caso concreto do HAL, o cabeça de lista dos social-democratas diz que tem de se assegurar complementaridades entre o HAL e as outras unidades de saúde existentes, nomeadamente, o Centro Hospitalar da Cova da Beira.

"Tem que ser muito claro o que é da responsabilidade de cada um e nada disso é feito. Para não desagradar ninguém e procurar agradar a todos há uma total barafunda no sector da saúde", diz Costa Neves, acrescentando ainda que "não há articulação com os centros de saúde ou entre as unidades hospitalares. Não existe uma política definida e acaba o sector por gastar muito dinheiro sem que esse dinheiro seja útil à saúde das pessoas. É esse estado de coisas que queremos mudar", conclui.

Carlos Costa Neves não tem dúvidas em referir que o médico de família é o elemento fundamental do sector.

"Quando esse elemento falha, falha toda a eficiência do sector da saúde. O PSD de for Governo construirá todo o sistema de saúde de baixo para cima. É uma questão de organização do sistema e uma questão de opções, de se saber o que se quer. E aquilo que ao fim de seis anos percebemos é que o PS andou aos ziguezagues, nunca está onde deveria estar", conclui o cabeça de lista dos social-democratas pelo distrito de Castelo Branco.

 

 

 
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