| DAR É RECEBER é o nome atribuído a um projecto humanitário criado através da confluência de simples desígnios como o espírito de entreajuda, o gosto por viajar e a procura constante do intercâmbio de culturas, costumes e experiências de vida.
Desde há 10 anos a esta parte, as viagens regulares pelos países do norte de África permitiram a entrega de ajuda humanitária a populações desfavorecidas, dando eco ao monossílabo DAR da designação assumida. A palavra RECEBER da mesma sigla tem sido alimentada por olhares cortantes, experiências de vida assimiladas, convívios que dissipam aparentes diferenças. Numa constante recompensa pelos recursos empreendidos.
O projecto DAR É RECEBER é hoje uma realidade resultante do altruísmo e empenho dos promotores de iniciativas empresariais como a GEOTERME Automação (Sintra), CB Enterprise Solutions (Cernache do Bonjardim) e Cm7 - Imagem e Comunicação (Castelo Branco).
Ao longo do tempo, tem vindo a recolher apoios - alguns pontuais, outros permanentes - como reconhecimento do papel humanitário que desenvolve, quer nas incursões de solidariedade em concreto, quer na amplitude atribuída na sua divulgação. Câmara Municipal de Lisboa, TAP Portugal e agora IVS Instituto Vaz Serra, são exemplos aos quais o projecto ficará eternamente grato.
A Exposição PALAVRAS EM CORES (baseada na experiência Missão Lisboa-Bissau 2009/10)
A época natalícia de 2009 (23 de Dezembro) marca a partida da Missão Lisboa-Bissau 2009/10. Com o apoio - inquestionável e absolutamente imprescindível - da Câmara Municipal de Lisboa e da TAP Portugal, assim como das empresas Geoterme Automação, CB Enterprise Solutions e Cm7 Imagem e Comunicação, inicia-se uma viagem de motociclo que unirá as capitais portuguesa e guineense. O desígnio definido (e cumprido) é a entrega de ajuda humanitária à população infantil mais carenciada de Bissau. Alimentos, vestuário, medicamentos, material escolar e brinquedos são preparados e a sua remessa é garantida pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que num acto simbólico remete uma missiva ao seu homólogo guineense.
Condutores e motociclos ultrapassam 6.000 quilómetros de caminho que atravessa Portugal, Espanha, Marrocos, Sahara Ocidental, Mauritânia, Senegal, Gâmbia, novamente Senegal, para chegar à Guiné-Bissau.
A exposição que se apresenta com o título PALAVRAS EM CORES propõe-se transmitir parte da vivência através de um trabalho (também) fotográfico, mas essencialmente humanitário, de intercâmbio e vivência, centrado em três elementos: António Vieira, Paulo Dias e Rui Vasconcelos. Ultrapassando os cânones das técnicas fotográficas, o trabalho agora resumido a exposição, é o encontro de palavras e ideias recolhidas "in loco", com imagens espontâneas, vividas intensamente, num formato gráfico mais próximo que os 6.000 quilómetros que distam as duas capitais. E que simultaneamente as aproximam.
António Vieira
Nasce em Lisboa em 1970, com origens em Cernache do Bonjardim. Desenvolve uma actividade profissional no âmbito da engenharia, na qual acumula formação académica substancial.
Mentor do projecto DAR É RECEBER em co-autoria com os demais, é-lhe atribuído o mérito do ímpeto social deste, através da inquestionável aptidão para o encontro e desenvolvimento das relações humanas. Desde o primeiro dia garante o espólio de sons e documentação do projecto.
Paulo Dias
Proença-a-Nova está nas origens deste promotor do projecto DAR É RECEBER. A sua formação e o desenvolvimento de uma actividade profissional assídua em Artes Gráficas, Imagem e Comunicação garantem a imagem do projecto, bem como o sucesso da comunicação da sua essência e das diversas iniciativas em que empreende. A fotografia ultrapassa o planos dos hobbies, fundindo-se com a sua profissão. Exposições colectivas (Por Aí e Arredores, Malawi de Hoje, Palavras em Cores...) têm dado rosto a alguns dos seus trabalhos fotográficos, cuja formação recolhe ao longo dos últimos anos em cursos, acções e workshops no Instituto Português de Fotografia e Ar.co. Assume papel primordial no projecto DAR É RECEBER na concretização da divulgação das mais diversas iniciativas.
Rui Vasconcelos
Oriundo de Cernache do Bonjardim, onde nasceu em 1974, desenvolve toda a sua formação académica e actividade profissional numa estreita ligação ao universo empresarial, nomeadamente à Gestão de negócios.
As viagens sucedem-se ao longo da sua vida, sendo o projecto DAR É RECEBER o formato escolhido para revestir as suas diversas incursões. A fotografia, no âmbito da qual recolhe formação no Instituto Português de Fotografia, é um dos instrumentos utilizados para transmitir o essencial das viagens, evoluindo do ponto de vista sensorial ao longo do próprio projecto.
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