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Jul

Derovo investe 28 milhões
Economia e Negócios
Escrito por Paulo Jorge F. Marques   

OvosVinte e oito milhões de euros é o montante que a Derovo- Derivados de Ovos SA,  vai investir na criação de uma nova unidade industrial no Concelho de Proença. A empresa, de produção de ovos de galinha e derivados, sediada em Pombal, ficará em terrenos próximo do Parque Empresarial de Proença-a-Nova e pode criar até 100 postos de trabalho directos, essencialmente femininos.

A unidade, que vai instalar pavilhões de produção, contará com um milhão de galinhas poedeiras, já em jaulas que respeitam a directiva comunitário do bem-estar animal.

A Derovo passará a produzir 50 mil toneladas de ovos ano, em lugar das 30 mil actuais, tornando-se o quinto maior produtor europeu. A nova unidade agro-industrial será auto-suficiente em termos energéticos, pois terá uma central eléctrica de dois megawatts, que produzirá energia a partir dos detritos gerados pelas galinhas.

O presidente da Câmara de Proença, João Paulo Catarino, refere que “este é um dos investimentos que procuramos há algum tempo. É o resultado de um esforço enorme, mas decisivo, uma vez que o desenvolvimento do Concelho passa pela criação de postos de trabalho”.

O autarca, que adianta ainda que “a empresa já adquiriu alguns terrenos e está em fase de aquisição de outros”, diz-se muito motivado pelo facto de “o Concelho de Proença estar a assistir a um investimento forte por parte de dois dos maiores e mais sólidos grupos económicos da Região Centro, o Grupo Lena e a Derovo”.

João Paulo Catarino destaca que a unidade terá cerca de um milhão de aves. A parte de recria (criação de galináceos) fica instalada na Sotima não local do antigo parque de madeiras da madeira. A outra parte da unidade, com escritórios, administrativos, classificação de ovos e parte da produção propriamente dita,  ficará situada entre Proença e o Pergulho, em áreas que a Derovo tem vindo a adquirir.
O processo de licenciamento está em curso por parte da Câmara municipal, mas atendendo ao volume de construção, será objecto de um plano de pormenor, que a Câmara já iniciou. Estará concluído até final deste ano. “Se tudo correr bem, a construção dos pavilhões tem início no próximo ano, devendo estar pronto no primeiro trimestre. A laboração poderá iniciar-se no próximo ano”, informa o edil, que destaca ainda que a unidade vai ocupar, na maioria, mão-de-obra feminina, embora alguma masculina especializada.

O presidente destaca que este investimento insere-se  noutros que estão a ser trabalhados em associação com a Derovo, o Grupo Lena e a Câmara Municipal, para o Parque Empresarial da Sotima. Para o autarca, o objectivo é estes investimentos criarem sinergias uns com os outros e possam potenciar outros investimentos e sinergias, ou seja captar investimentos que possam, entre eles, criar vantagens competitivas.

Sobre a possibilidade de o grupo Lena instalar uma fábrica de peletes, João Paulo Catarino diz que ainda é prematuro falar nisso. O autarca diz que o projecto da Derovo será apresentado durante o mês de Julho, início de Agosto. Em princípio, o ministro da Agricultura virá com a Derovo fazer a apresentação pública do projecto.

João Paulo Catarino salienta ainda que se trata de uma agro-indústria, que é um investimento de futuro e que irá produzir, indirectamente, mais postos de trabalho, o que é sempre positivo. “A agro-indústria é uma área de produção que tem tendência para aumentar e não tem quebras significativas como tem geralmente a produção industrial e outros tipos de indústria”, realça.

Como razões para o facto vir para Proença, João Paulo Catarino diz que pesou o facto da Derovo acreditar no projecto que o presidente da Câmara e a Câmara têm para o concelho e ainda alguma relação pessoal que os administradores têm com o presidente da Câmara.

Jaime Silva confirma Derovo

O Ministro da Agricultura, Jaime Silva confirmou, em Proença-a-Nova,  o investimento que a empresa Derovo vai realizar em Proença-a-Nova, que já está aprovado. São 28 milhões de euros e 100 postos de trabalho, numa empresa moderna que vai produzir para o consumo nacional, mas que tem os olhos postos na Península Ibérica. “Vai exportar e por arrastamento irá, seguramente, criar outros postos de trabalho”, afirmou o Ministro,  acrescentando que é isto que torna a equipa que lidera esta Câmara numa equipa exemplar, porque não basta apenas fazer as obras que são essenciais, as infra-estruturas e a requalificação urbana. Falta a outra parte, que algumas autarquias ainda não perceberam, que é atrair investimento, criar emprego para os que cá vivem e querem vir cá trabalhar. Criar investimento é o futuro da região desta região”.

 
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