Qui 28 Mai |
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Quanto às primeiras medidas a tomar, realça que quando se entra num projecto não é para fazer mudança do dia para a noite, pois isso era rotura, mas pretende corrigir o que está menos bem e introduzir uma outra cultura organizacional, no sentida da natureza pedagógica e da política educativa, que sustente o seu projecto. “Caso contrário não valia a pena candidatar-me. Para ser uma simples continuidade não justificava a candidatura”, frisa. O projecto de intervenção apresentado por Alfredo Serra tem os seguintes objectivos: sistematizar o planeamento estratégico e táctico para a direcção da Unidade de Gestão/Agrupamento de Escolas da Sertã, no quadriénio 2009-2013; projectar o AES, na perspectiva da escola-organização como sistema aberto e a realizar-se à luz do paradigma da escola-comunidade educativa; explicitar os fundamentos normativos, técnicos e científicos que sustentam as lógicas de acção da direcção do AES; projectar a acção educativa e formativa do AES para responder aos problemas identificados, na prossecução dos objectivos definidos e das estratégias desenhadas, no primado da pedagogia e sob o lema “escola, oficina da humanidade”. O director diz que quer, em primeira instância, uma escola de pessoas, com e para as pessoas; uma escola que privilegia o primado da pedagogia; uma escola multidimensional e educadora; uma escola à luz do paradigma da Escola-Comunidade Educativa, que se realiza para e com a sociedade educativa. Assim, sublinha que a escola tem de ser vista como uma unidade organizacional sistémica, inserida num território educativo específico e em cujo cenário desenvolve a sua actividade ao serviço da comunidade educativa e em cumprimento do mandato social. O director do AES diz ainda que “entendemos que cabe à escola ser o espaço onde alunos, professores, funcionários e pais-encarregados de educação exercem as suas capacidades de cidadania e de humanidade. “Queremos uma escola sensível às necessidades e expectativas da sociedade, uma escola promotora de mudanças que, na complexidade da sua missão, seja capaz de cumprir o mandato social que lhe está conferido”, diz ainda, acrescentando que a escola deve ser o espaço de relações interpessoais e de grupo, tem de se assumir como pólo difusor de cultura e de construção de atitudes e não pode deixar de educar para valores sociais, morais, estéticos e culturais. “Para que a escola cumpra a missão que lhe está conferida, é ainda indispensável que, enquanto unidade organizacional sistémica, o Agrupamento de Escolas da Sertã seja uma instituição aberta, uma organização de qualidade”, frisa Alfredo Serra, confessando que o desiderato que o motiva a desempenhar o cargo de director assenta no conduzir o AES na senda da qualidade da acção educativa, pelos caminhos da autonomia escolar, com desenvolvimento de processos organizacionais e de ensino-aprendizagem guindados ao patamar da qualidade, pelo sucesso escolar, educativo e social de todos. Refira-se que a candidatura de Alfredo Bernardo Serra e o seu projecto de intervenção no Agrupamento assenta ainda na gestão das autonomias. |
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